sexta-feira, 15 de março de 2019

Em abril o premiado quadrinista José Aguiar fará uma residência artística inédita em Atibaia, dividindo sua experiência internacional com os artistas da região.




















Na história do quadrinho nacional, a cidade de Curitiba ocupa um espaço importante. São de lá duas iniciativas que marcaram as HQs a partir dos anos oitenta: A Editora Grafipar e a Gibiteca de Curitiba. A Grafipar foi à primeira editora a fazer sucesso fora do eixo Rio-São Paulo, atraindo para a cidade os melhores desenhistas e roteiristas da época como Bonini, Franco de Rosa, Gustavo Machado, Watson, Flávio Colin, Cláudio Seto e outros.  A Gibiteca de Curitiba é outro marco histórico por ter sido a primeira iniciativa do mundo a reunir gibis num só espaço não só de leitura, mas de fomento a essa forma de arte. Iniciativa pioneira que se espalhou pelo país. Hoje as gibitecas fazem parte do equipamento publico de boa parte das cidades que se preocupam com suas ações culturais. Ex-aluno de Claudio Seto na Gibiteca, José Aguiar é, além de resultado desse contexto cultural, um dos atuais expoentes dos quadrinhos nacionais.Portanto estamos em boas mãos para anunciar o próximo evento do projeto Garatuja – 35 Anos de Arte e Cultura em Atibaia, onde José Aguiar será nosso artista convidado para realizar uma residência artística no próximo mês de abril. Trata-se de autor com sólida carreira artística na linguagem dos quadrinhos. Recebeu vários prêmios, como Ângelo Agostini, Troféu HQMIX, Minuano de Literatura, LeBlanc além de ter sido vencedor do I Concurso Internacional de Quadrinhos do Senac-SP. Seus trabalhos também foram publicados em França, Portugal, Alemanha, Espanha e na Itália. É cocriador dos premiados eventos Cena HQ, projeto de leituras dramáticas de HQs no teatro e também da Gibicon – Convenção Internacional de Quadrinhos de Curitiba. Foi três vezes indicado ao Prêmio Jabuti, o mais importante prêmio literário brasileiro, pelos seus livros Reisetagebuch – Uma Viagem Ilustrada pela Alemanha, Coisas de Adornar Paredes e também pelo premiado A Infância do Brasil. Seus trabalhos mais recentes são as webcomics A Infância do Brasil e Malú onde explora os recursos interativos da web para narrar as histórias da adolescente Malu.Esse é só o inicio. Se você gosta de quadrinhos fique atento que a partir de agora não poderá reclamar que nada acontece na cidade. Nos próximos meses Atibaia terá oficina de quadrinhos, residência artística, worksphop, exposição e exibição de filmes temáticos. Tudo ligado aos quadrinhos e tudo gratuito. Participe!
Essa atividade integra o projeto “Garatuja – 35 anos de Arte e Cultura em Atibaia”, realização do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e Instituto de Arte e Cultura Garatuja, através do PROAC. As inscrições poderão ser feitas na sede do Instituto Garatuja. Rua Esmeraldo Tarquínio, 346 – Jardim Tapajós - Atibaia SP. Fone 4412 9964. Atendimento: De segunda a sexta das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas. Sábados das 9 às 12 horas. Aberto a todos os interessados.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Garatuja oferece curso gratuito para Formadores em Artes Plásticas.

Ao completar 35 anos de atividades consecutivas o Instituto Garatuja oferece aos professores, artistas, estudantes e demais interessados um curso que propõe difundir o trabalho realizado pela entidade no ensino das artes plásticas para crianças.  São mais de três décadas de experiência junto ao público infanto-juvenil desenvolvido pelo artista Marcio Zago, fundador da entidade. Sistematizado a partir de 2013, a experiência do Garatuja possui características próprias, calcado na diversificação de técnicas e procedimentos oriundos do inicio de suas atividades, na década de oitenta. A integração entre o sistema analógico e o digital é uma das principais características do trabalho, que procura preservar antigos processos do fazer artístico e estabelecer o dialogo com os atuais meios digitais. A diversificação de técnicas e matérias é outro elemento que marca o trabalho, considerando sempre a livre expressão da criança e seu desenvolvimento gráfico, tendo em vista as pesquisas de Viktor Lowenfeld e outros teóricos. A experiência também terá sua versão em livro, ainda sem nome, que será lançado no segundo semestre. Esse curso integra o projeto “Garatuja – 35 anos de Arte e Cultura em Atibaia”, realização do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e Instituto de Arte e Cultura Garatuja, através do PROAC. As inscrições poderão ser feitas na sede do Instituto Garatuja. Rua Esmeraldo Tarquínio, 346 – Jardim Tapajós - Atibaia SP. Fone 4412 9964. Atendimento: De segunda a sexta das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas. Sábados das 9 às 12 horas. Serão disponibilizadas 40 vagas para interessados a partir de 15 anos. Participe!









domingo, 3 de março de 2019

A participação da Escola Carlos José Ribeiro nas atividades do Garatuja




















A Escola Estadual Prof. Carlos José Ribeiro sempre foi parceira do Instituto Garatuja. Suas poucas quadras de distancia permitiram a participação dos alunos em diversas programações que realizamos. Eles assistiram filmes, visitaram exposições e participaram de cursos e oficinas. Também estivemos por diversas vezes na escola realizando apresentações de dança, palestras, exibindo vídeos e mais recentemente envolvendo os alunos na Semana André Carneiro, através do poeta Thiago Cervan e do editor Silvio Alexandre. Esse envolvimento é possível graças à generosidade e sensibilidade do corpo gestor que sempre soube da importância da arte e da cultura na formação do aluno. Ísis Gonçalves, diretora por muitos anos da escola é a principal responsável por essa visão educativa. Ísis é referencia na cidade e na região quando pensamos numa escola mais próxima do ideal, que tenha uma preocupação humanitária, de paz, harmonia, respeito ao meio ambiente e aberta a arte e a cultura. Para esse projeto o Instituto fez um contato com a nova diretora, Ilka Vencovsky e a vice Glauce Abbas a fim de divulgar as oficinas oferecidas - história em quadrinhos e fotografia. A recepção não poderia ter sido melhor: Foram enviadas mais de cem historinhas, de diferentes classes, a fim de levantar possíveis interessados no curso. Nosso sincero agradecimento a todos os envolvidos e nosso desejo de que essa parceria continue por muitos anos ainda.

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sábado, 2 de março de 2019

Garanta sua vaga na oficina gratuita de Fotografia. Imperdível!



Em março começa a Oficina de Fotografia. É uma rara oportunidade de aprender, ou se aperfeiçoar, sem sair de Atibaia e sem pagar nada. Nessa oficina o interessado irá conhecer o laboratório do Garatuja e descobrir a magia do processo analógico antes de passar para o sistema digital. A história da fotografia e sua especificidade como linguagem também serão tratadas, além dos estudos referentes aos recursos técnicos presente em quase toda máquina fotográfica ou aparelhos de telefonia móvel como: objetiva; foco; acessórios; fotometria; obturador; diafragma; etc. A oficina será ministrada pelo fotógrafo Daniel Guedes, ex-aluno do Garatuja, que é bacharel em design pela UNESP. Inscreva-se e participe!
O projeto: Garatuja – 35 anos de Arte e Cultura em Atibaia tem a realização do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e Instituto de Arte e Cultura Garatuja, através do PROAC. As inscrições poderão ser feitas na sede do Instituto Garatuja. Rua Esmeraldo Tarquínio, 346 – Jardim Tapajós - Atibaia SP. Fone 4412 9964. Atendimento: De segunda a sexta das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas. Sábados das 9 às 12 horas. Trazer cópia do RG ou CPF do responsável, comprovante de endereço e da escola onde estuda. Vagas limitadas.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Oficinas gratuitas de História em Quadrinhos e Fotografia. Imperdível!

Em março começam duas oficinas imperdíveis para quem gosta de quadrinhos ou de fotografia. É uma rara oportunidade de aprender, ou aperfeiçoar, sem sair de Atibaia. Na Oficina de Fotografia, utilizando o laboratório do Garatuja, o interessado irá conhecer o inicio da fotografia através do processo analógico antes de passar para o sistema digital. A história da fotografia e sua especificidade como linguagem também serão tratadas, além dos estudos referentes aos recursos técnicos presente em quase toda máquina fotográfica ou aparelhos de telefonia móvel como: objetiva; foco; acessórios; fotometria; obturador; diafragma; etc. A oficina será ministrada pelo fotógrafo Daniel Guedes, ex-aluno do Garatuja e bacharel em design pela UNESP. Na Oficina de História em Quadrinhos os participantes terão uma visão geral de todas as etapas de sua realização: Do roteiro inicial a impressão gráfica, passando por várias ações que visam à complementação do aprendizado. No final de junho acontece uma exposição sobre quadrinhos na sede do Garatuja, onde serão expostos parte do acervo da entidade composta de gibis das décadas de quarenta a noventa, como os icônicos gibis do terror das editoras Taika e Outubro, revistas de heróis nacionais como Capitão Atlas, Capitão Estrela, Jerônimo, Juvêncio, Fantar e outros, além dos clássicos como O Guri, Lobinho, Bamba, etc.  Desenhos originais e painéis didáticos completam a exposição. Teremos também a participação do quadrinista  Aluísio Cervelle, da Quad, que fará um workshop no local. Outro quadrinista de nome que irá prestigiar o projeto é José Aguiar, de Curitiba, que fará uma residência artística, também no Garatuja, visando passar sua experiência a frente do Quadrinhofilia Produções Artísticas. Filmes temáticos e debates fecham a programação. No final da oficina os participantes terão suas histórias publicadas na Revista Garatuja Quadrinhos 2 e terão a oportunidade de acompanhar o processo de sua realização durante uma visita monitorada a gráfica no momento de sua impressão. As duas oficinas acontecem simultaneamente nos meses de março e abril, uma na segunda e a outra na terça, sendo uma rara oportunidades para quem gosta e pretende se aprofundar no assunto. Lembrando que dificilmente será realizada outra oficina nesses moldes em nossa cidade, e sem pagar nada! Em abril começa outro curso: o de Formadores em Artes Plásticas direcionado a professores, artistas, educadores, estudantes e demais interessados. Esse curso visa disseminar o trabalho sistematizado pelo fundador do Garatuja, Márcio Zago e os processos e metodologias desenvolvidas pelo artista em mais de três décadas de atividades artísticas voltadas ao público infanto-juvenil na área das artes plásticas. O tema também será o conteúdo de um livro, ainda sem nome, que será lançado no segundo semestre. Serão disponibilizadas 20 vagas por oficina e direcionada a estudantes de escolas públicas entre 13 a 18 anos. Para o Curso de Formadores as 40 vagas são direcionadas a artistas, professores de artes, estudantes e demais interessados.
O projeto: Garatuja – 35 anos de Arte e Cultura em Atibaia tem a realização do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e Instituto de Arte e Cultura Garatuja, através do PROAC. As inscrições poderão ser feitas na sede do Instituto Garatuja. Rua Esmeraldo Tarquínio, 346 – Jardim Tapajós - Atibaia SP. Fone 4412 9964. Atendimento: De segunda a sexta das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas. Sábados das 9 às 12 horas. Trazer cópia do RG ou CPF do responsável, comprovante de endereço e da escola onde estuda. Vagas limitadas. Participe!



sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Pequena e despretensiosa cronologia dos quadrinhos – parte 1

O Garatuja sempre incluiu a história em quadrinhos nas atividades voltadas a jovens e crianças. Primeiro pelo interesse de seu fundador. Depois pelo interesse dos próprios alunos. Nos quadrinhos temos a oportunidade única de trabalhar aspectos do conhecimento humano que vão muito além da expressão gráfica, nosso principal foco: Inclui a linguagem escrita; a história; geografia, sociologia e o que mais surgir em seu processo de elaboração. Outra qualidade é disciplinar de maneira bastante eficiente o fazer artístico - sua realização só acontece com divisão de etapas e tarefas. Nesse projeto a história em quadrinhos contará com workshop, residência artística, exposição de gibis antigos, filmes comentados, oficinas práticas, produção de gibi e visita a gráfica. A cronologia aqui presente procura oferecer um apanhado de seu desenvolvimento linear no contexto social e histórico, a fim de situar os oficineiros iniciantes. Sua história é muito mais rica e complexa que as informações aqui postadas.

Primórdios – Até 1820
“Se numa pintura rupestre temos uma cena de caça, isso representa a ilustração de um momento. Se mais adiante, porém, temos o animal já morto ou sendo comido, isso representa uma ação sequencial, e já estamos nos aproximando do tipo de recurso dos quadrinhos”.




















Pela frase acima fica claro que a intensão de representar uma ação de forma gráfica vem do inicio da humanidade, mas para chegar a narrativa quadrinizada tivemos um longo processo histórico de desenvolvimento e acumulo de conhecimentos. Basicamente as histórias em quadrinhos compreendem duas expressões distintas: o desenho e a escrita, embora haja história em quadrinhos sem a escrita. Estas são as primeiras invenções, os primórdios da linguagem:

Escrita










Cuneiforme (do latim cuneos=cunhas)  Local: Mesopotâmia Origem: Sumérios Data: 3.500 a.C. Documento mais importante: Código de Hamurabi. Possui 282 artigos de leis sobre economia, política, religião e família.

Hieróglifos (do grego hieroglyphos=escrita sagrada)  Local: Egito / Origem: EgípciosData: 3.200 a.C.Fato  importante: Em 1822, os hierógrifos foram decifrados pelo francês Champolliom. Mais tarde os hieróglifos foram simplificados originando duas escritas: Hierática - Ligada às questões religiosas e do poder e Demótica - de caráter popular.

Ideogramas (figuras estilizadas/símbolos) Local: China / Origem: Chineses Data: 3.200 a.C. Os ideogramas chineses serviram de base para outros sistemas de escrita de idiomas distintos, como o coreano e o japonês entre outros. No Japão, os ideogramas chineses foram simplificados para 50 caractéres,
originando o hiragana. Paralelo ao hiragana foi desenvolvido o katakana, que originou um tipo de letra impressa.

Alfabeto - Representação de sons que formam palavras. Local: Atual território do Líbano parte da Síria. Origem: Fenícios. Data: séculos XII a C. a.C.Obs: De início adotavam o escrita cuneiforme, mas acabaram modificando completamente. Desenvolveram sinais que, em vez de indicar ideias completas representavam sons que, unidos, formavam as palavras. Aproveitando os símbolos fenícios, os gregos acrescentaram as vogais e formaram seu alfabeto. Depois foi a vez dos romanos simplificarem o alfabeto grego-fenício, dando origem ao alfabeto latino que utilizamos.

Papiros, pergaminhos e papeis 
Papiro
Os mesopotâmios usavam tabuletas de argila ou gravavam suas inscrições em pedras. Por volta de 3.500 a.C. os egípcios criaram o papiro. Espécie de papel obtido de um arbusto que crescia junto as margens do rio Nilo. Paralelo a criação do pergaminho, os chineses desenvolvem outro processo, utilizando-se principalmente das fibras de bambu fabricando o papel. Somente nove séculos depois o resto do mundo tomou conhecimento do material. No século XIV, já era conhecido em toda Europa ocidental, substituindo o pergaminho no século seguinte. O uso do papel facilitou muito a transmissão do conhecimento humano, mas demorou bastante até que a literatura se popularizasse, pois sua fabricação ainda era de maneira artesanal, portanto caro e escasso.

Xilogravura e xilografia


















Embora o homem tenha aprendido a gravar sobre pedra ou madeira desde a Antiguidade, demorou muito tempo para conseguir cópias daquilo que gravava. A xilogravura (do grego xilon-madeira) surgiu na China no século VI e provavelmente foi o primeiro processo utilizado, entretanto somente no fim do século XVI tornou-se conhecida na Europa. Foi utilizada principalmente para a reprodução de motivos religiosos. As figuras sagras, muitas vezes coloridas a mão, fizeram muito sucesso por toda Europa. Pouco a pouco, a ilustração foi cedendo espaços aos textos, possibilitando no final do século XV a reprodução de livros. Era a xilografia, que como o próprio nome sugere, correspondia à gravação da escrita pelo mesmo processo da xilogravura. A xilogravura e a xilografia foram largamente utilizadas a partir do século XVI, mas ainda tinham enormes limitações, como o custo e dificuldade de realização. As matrizes não podiam ser reaproveitadas, além de serem muito frágeis. Por essa época surgia a gravação sobre metal. Essa possibilidade, aliado aos processos anteriores abriram o caminho que levaria à impressão.

A prensa
Prensa de Gutenberg
A solução para o problema de transcrever textos veio da China. Pi Ching, em 1041, talhou blocos de argila em forma de sinais, fixou-os em suporte e compôs uma página. Esse conjunto, molhado com tinta e pressionado sobre o papel, realizava a impressão. A página era desmontável, e os mesmos blocos podiam ser reorganizados em outra disposição, formando nova página. Surgiram, assim, os chamados tipos móveis. Nos dois séculos seguintes, turcos e mongóis seguiram a mesma trilha. Os caracteres de argila não tinham durabilidade e foram substituídos por madeira. Melhorou, mas ainda não era o ideal. Dizem que os caracteres de metal surgiram na Coréa, antes de 1450, no entanto, ela é creditada ao alemão Johann Gutenberg, que desenvolveu esse processo entre 1440 e 1450, e fabricou a primeira máquina de imprimir, a prensa. Aí começa a história da imprensa.

Outros fatores
Tábua Protat - Os balões que caracterizam boa parte das HQ têm seus antecessores mais remotos num pedaço de madeira gravada em 1370, a tábua Protat, na qual um centurião romano, diante do Calvário, levanta um dedo em direção a cruz e diz: Vere filius Dei erat iste (Sim, na verdade este homem era o Filho de Deus). De sua boca sai um filactério, contendo a mensagem que desejava transmitir. Alguns estudiosos veem nesse filactério um precursor dos balões das HQ.

Filactérios - Originalmente era uma faixa que ficava amarrada no braço ou na cabeça com textos religiosos escritos, com orações que podiam ser lidas quando a faixa era desenrolada. Foram muito usados pelos primeiros cristãos e judeus. Pode até haver um eco simbólico entre a "faixa comprida com textos" e o moderno balão. Durante a Idade Média, os filactérios entraram nas artes plásticas na forma de faixas com mensagens ou orações escritas nas pinturas sacras. Geralmente, um santo ou anjo era seu portador.  Este exemplo ao lado é do ano 1240 e mostra a conversão do apóstolo Paulo. Deste momento para frente, o que ocorre é uma gradual mudança do filactério para as tentativas de encaixar textos ditos pelos personagens no desenho.



A coluna de Trajano - A Coluna de Trajano é um monumento em Roma erguido por ordem do imperador Trajano. Foi acabada em 113. O seu baixo relevo em espiral comemora as vitórias das campanhas militares contra os Dácios. A coluna tem 4 metros de diâmetro, aproximadamente 30 m de altura, e mais 8 m de pedestal, perfazendo 38 m de altura. É uma verdadeira história em quadrinhos em espiral.